sábado, junho 25, 2022

Investidores têm dia de suspiro após início de semana agitado nas bolsas

VEJA Mercado fechamento, 20 de julho.

Os investidores do mercado financeiro têm motivos para respirarem aliviados. Nesta terça-feira, 20, o clima de pessimismo que pairou sobre as bolsas de valores mundo afora se retraiu. No Brasil, o Ibovespa se recuperou da oscilação negativa vista na última segunda-feira, com alta de 0,81%, a 125.401 pontos. As principais bolsas americanas também navegaram ondas mais favoráveis. Nos Estados Unidos, a Nasdaq avançou 1,57%, enquanto a S&P 500 subiu 1,52%, e o Dow Jones 1,62%. O dólar registrou queda de 0,37%, terminando o dia cotado a 5,231 reais.

Para Roberto Attuch, CEO da plataforma de análises Ohmresearch, a volatilidade pode voltar ao radar dos investidores nos próximos dias. “A preocupação do mercado agora é com a desaceleração do crescimento. O mercado mais líquido e eficiente do mundo, que é os Estados Unidos, é que está nos dizendo isso. Por lá, o rendimento dos juros de 10 anos caiu de 1,77% e bateu mínima de 1,13% hoje”, diz ele. “O mercado está preocupado que o plano de infraestrutura do Biden possa não sair do papel, ao menos em sua totalidade. Com isso, pode ter menos estímulo fiscal no ano que vem”, complementa.

No âmbito corporativo, a maior alta do dia foi da JBS (+6,69%). A empresa recebeu indicação de compra do Bank of America por sua menor exposição à peste suína que castiga o mercado chinês, enquanto suas concorrentes (BRF, Marfrig e Minerva) receberam apenas recomendação “neutra”. A fabricante de aviões Embraer obteve o segundo melhor desempenho do pregão, com avanço de de 5,9%, enquanto os papéis preferencias da Lojas Americanas (+5,44%) recuperaram parte das perdas de ontem com a terceira maior alta do dia. Do outro lado da tabela, as companhias de saúde Hapvida (-3,02%) e NotreDame Intermédica (-2,36%) lideraram as perdas. A construtora MRV, por sua vez, declinou 1,99%.

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